A HISTORIA DO DIA: ESPERANDO PELOS PAIS
Qui, 19 de Janeiro de 2017 06:26

Uma dama da alta sociedade costumava desfilar, em sua carruagem de luxo, pelas ruas de São Francisco, nos EUA, sob os olhares de admiração e inveja. Um dia, aborrecida  por ter de ficar de luto dentro de casa durante uma semana pelo falecimento de uma tia, desabafou  com o marido, que lhe disse: - Experimente passar esses dias brincando com o filho.// Ela gostou da idéia. Adentrou a sala do palácio, que tinha sido liberada para o pequeno príncipe. Nesse momento o pequeno Leland estava ao piano tocando uma balada que aprendera com sua babá francesa. Quando avistou a mãe, exultou de felicidade. A mãe ficou ouvindo, por alguns instantes, aquela balada que lhe pareceu um tanto melancólica. Pediu ao filho que cantasse, ele cantou. Falou-lhe para que a traduzisse e ele a traduziu. Era a história de um menino que era levado pela sua mãe todos os dias até à praia, para ver o pai desaparecer na linha do horizonte, em seu barco pesqueiro. A cena se repetia, até que um dia, o barco do pai não retornou. A mãe pediu que ficasse esperando, pois ela iria buscá-lo. Entrou no mar e o filho ficou esperando na praia, pelo pai e pela mãe, que jamais retornaram. E o menino disse:

  1. - Mãe, eu canto porque me identifico com o menino da praia.
  2. - Mas você tem tudo. Não lhe falta nada. Tem mãe e pai e é herdeiro de uma grande fortuna.
  3. - Mas o papai entrou há muitos anos no mar dos negócios e nunca o posso ver. A senhora o seguiu e eu fiquei aqui à espera de um retorno que nunca acontece. Como pode perceber, minha história é muito semelhante à do menino solitário da praia.

A mãe mudou seu jeito: Daquele dia em diante passou a conviver mais com o filho. A convivência estreita com a mãe trouxe a Leland um brilho novo. Por algum tempo a vida lhes permitiu desfrutar da alegria do afeto mútuo. Fizeram uma longa viagem de navio e Leland adoeceu. A mãe fez tudo o que podia para lhe salvar a vida, mas foi em vão.Todavia, naquele breve tempo de convívio, o menino ensinou à mãe outros valores. Ela construiu orfanatos e outras obras de assistência para a comunidade carente. Leland não herdou a fortuna dos pais, mas ela rende frutos até hoje. Um deles é a Universidade de Stanford.

Lição:Não há motivo que justifique o abandono dos filhos por parte dos pais. Não há filhos que aceitem, de boa vontade e em sã consciência, trocar o afeto dos pais por qualquer outro tesouro. -Font  Edmund Burk

 

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