115 - A "GRATIDÃO" DO TICO-TICO
Qui, 30 de Março de 2017 05:28

Frei Trindade tinha grande amor às flores. Sempre havia no peitoril de sua cela conventual um vaso de flor ou folhagem que ele regava e cuidava com carinho.Bem ao lado do vaso de folhagem, costumava colocar um pires com sobras do almoço para os passarinhos que vinham adejar ali perto. Havia um tico-tico que não falhava. Vinha todos os dias debicar os grãos de arroz, depois voejava pelo quarto como que agradecendo e sumia no espaço.Um dia o bom filho de São Francisco, por esse ou aquele motivo, não colocou as sobras no pires. O tico-tico chegou pontualmente, procurou e não encontrou seu repasto diário. Tomado de cólera e despeito, avançou num vaso de gerânio e, com toda a fúria, espicaçou a bicadas a linda planta, justamente a mais estimada pelo monge.Depois de derriçar com o bico e pisotear com os pezinhos a inocente planta, olhou altivo para o frade que a tudo assistia com ar de espanto, como se quisesse dizer: “Tomou? Estou vingado”.O tico-tico ingrato tomou o rumo da janela e nunca mais voltou.

> Palavra de Deus: Bendize o Senhor, o’ minha alma, não esqueças nenhum dos seus favores... (Sl 102,1).

> Oração:Senhor! Queremos praticar o bem, mesmo que a resposta seja muitas vezes a pedrada e o desprezo da ingratidão.

 

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