MÃE, GUARDE A MINHA MALA!
Qua, 19 de Julho de 2017 18:43

Anos atrás, um rapaz viajou de Goiás para São Paulo a fim de arranjar emprego e assim ajudar no sustento da família. Durante a viagem, em meio aos solavancos do vagão de 2ª. classe da Estrada de Ferro, ele rezava piedosamente o terço, pedindo a Nossa Senhora que o ajudasse naquele mundo desconhecido da capital paulista. Apenas chegando, procurou uma igreja onde havia um altar de N. Sra. Aparecida e rezou assim: Minha Mãe, faze que eu encontre um emprego para mandar dinheiro à minha mãe que está doente em Goiás, e aos irmãozinhos.

Depois colocou a mala num canto, junto ao altar, e na sua simplicidade de roceiro, continuou em voz alta: - Mãe, guarde minha mala, enquanto vou em busca de emprego.Saiu da igreja, disposto a percorrer as casas de comercio. Andou o dia inteiro, bateu em dezenas de portas, mas ninguém quis dar trabalho àquele rapaz de aparência pobre. Sem almoço e sem janta, voltou à igreja a fim de perguntar a N. Sra. onde estava o emprego que ela conseguiu para ele. Era noite. Ia começar a Reza. Ajoelhou-se no mesmo altar. Mas no lugar onde ele deixou a mala, havia este bilhete: “Guardei tua  mala. Vai à sacristia, e fala com um senhor de idade, de óculos pretos. Ele está te esperando” Assinado: N. Sra. Aparecida.

Assim ele fez. Foi apresentado a um senhor assentado numa escrivaninha. Era Francisco do Prado, provedor daquela igreja. Este lhe disse:- Você tem uma Mãe poderosa e boa. O emprego devia ser dado para outro rapaz. Mas N. Sra. mandou-me esperar. O emprego é seu. Venha comigo./ Na manha seguinte, Joãozinho estava agradecendo diante do mesmo altar: - Mãe do céu, obrigado! Seu Francisco é um pai para mim. Eu não poderia ter melhor patrão.(P.João Pedreira de Castro)

 

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