251 - O SULTÃO E A MOSCA
Qui, 10 de Agosto de 2017 16:12

O sultão estava repassando processos de queixas criminais, junto com seus ministros. Era conhecido pela facilidade e leviandade com que decretava sentenças de morte. Era vingativo e cruel. Ou porque um súdito não lhe fez a mesura de praxe, ou porque o cozinheiro deixou queimar a comida, ou porque alguém esqueceu a janela aberta, vinha um castigo desproporcionado e, às vezes, até a forca.

Voltemos aos processos. Enquanto ele os revia, sua filha brincava à beira de um aquário.Os peixinhos riscavam a água celeremente, em busca de alimento. De repente caiu na água uma pequena mosca. Asas molhadas, debatia-se para escapar com vida. A criança pegou-a com carinho, enxugou suas asas e soltou-a novamente no ar, dizendo vitoriosa: - Papai, salvei o bichinho de morrer afogado ou devorado pelos peixes.Naquele dia, pelo menos naquele dia, o sultão não assinou nenhuma sentença de morte...

> A inocência da criança nos desconserta e nos ensina. - > Palavra de Deus: Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso (Lc 6,36). - > Oração:Lembrai-vos, Senhor, dos que pregam a justiça, o amor, o perdão, a esperança..- Lembrai-vos também dos que se sacrificam pelos menores abandonados, pelos pobres, pelos idosos e desamparados...

 

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