308 - A ABADESSA E OS POBRES
Sáb, 16 de Setembro de 2017 04:43

 As monjas estão assentadas em tamboretes, na grande sala do mosteiro, e trabalham. Algumas fiam a lã, outras movimentam as rocas. Enquanto as mãos finas e habilidosas fiam e tecem, uma jovem lê trechos da vida de São Bento. É aquela passagem da ânfora de azeite:Um pobre foi pedir um pouco de óleo de cozinha. P. Bento ordenou ao Irmão que desse a última porção que restava na despensa. Mas o cozinheiro achou por bem desobedecer a ordem, porque a comunidade ficaria sem uma gota. Quando Bento ficou sabendo disso, indignou-se e mandou jogar pela janela o jarro com todo o azeite. Mas o jarro caiu aos pés do mendigo, sem se quebrar e sem derramar uma só gota.Madre Gertrudes mandou interromper a leitura e comentou:

— Nosso pai São Bento agiu bem, pois um mosteiro onde a gente se esquece dos pobres para cuidar de si, não tem mais razão de existir.

Por isso a santa cuidou que no seu convento nunca se descuidassem dos pobres. Todos que vinham bater à porta das filhas de São Bento encontravam acolhida e hospitalidade.Gertrudes chegou mesmo a construir um albergue ao lado do mosteiro para que até o mais pobre dos mendigos encontrasse abrigo.

 

 

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