312 - A PÉROLA DA DISCÓRDIA
Ter, 19 de Setembro de 2017 15:59
  1. Um pescador encontrou uma pérola de raro valor. Mostrou-a para a esposa e sentiram-se muito felizes. Resolveram contar para os outros, pois achavam que a comunidade devia participar da sua alegria. Não esperavam, porém, acontecer o que aconteceu. A notícia despertou inveja em muitos, e comentários descaridosos em outros. Em vez de aumentar a união e harmonia, gerou boatos e fofocas. A esposa, desiludida com tanto falatório, disse ao marido:— Vamos jogar fora essa pérola. Só vai trazer confusão e perdição.
  2. O marido, mais calmo, apresentou outro plano. Levaria a pérola para ser vendida na cidade. Na cidade havia várias bancas de compradores de pérolas, pois a região era rica em minérios de todo o tipo. Esses comerciantes, na verdade, trabalhavam para um só dono. Já eram instruídos para regatear preços e assim provocar uma concorrência fictícia. Quando ouviram falar da pérola de raro valor, os olhos deles brilharam de ganância. O primeiro faria uma oferta. O segundo daria um lance maior. Mas o resultado de tudo recairia nas mãos de um só, o dono do monopólio. Foi naquele covil de exploradores que ele caiu. Apertado de todos os lados para vender a pérola que virou pomo da discórdia, disse resoluto: — Aqui não vou vender minha pérola. Vou oferecê-la em outra cidade.
  3. Mas os comerciantes fizeram-lhe mil propostas. Chegaram mesmo a impedir sua saída. Cercado de todos os lados, atirou no rio a malfadada pérola. (Fato ocorrido em La Paz, Bolívia)
  4.  
  5. > Para refletir: — A causa de todas as discórdias é a ambição.

 

 

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