18 – UMA CRIANÇA À BEIRA DO ABISMO
Qua, 04 de Outubro de 2017 18:49
  1. Contou-nos o velho vigário de uma cidade do interior onde o fato aconteceu: — Foi num dia quente de verão. Eu tinha tomado o caminho da roça para espairecer um pouco. Caminhei uns quinze minutos e assentei-me sobre a relva, à sombra de algumas árvores. Ali perto havia uma grande pedreira descambando para o abismo, cheia de pontas e saliências. Era um lugar perigoso. Mais perigoso e traiçoeiro se tornava por estar coberto de mato rasteiro e flores silvestres que escondiam o precipício. Havia uma cerca avisando o perigo, mas qualquer criança podia passar para o outro lado. / Era o que estava acontecendo. Eu apreciava tranqüilo a natureza selvagem, quando percebi um barulho junto do abismo. Voltei a vista para aquela direção. Uma menina de seus cinco ou seis anos colhia flores. Justamente no lugar mais perigoso e escorregadio, havia tufos de flores variegadas que atraíram os olhos da menina. Iria cair fatalmente no precipício. A cena foi rápida como um relâmpago. Gritar seria o mesmo que assustá-la. Assustá-la seria o mesmo que rolar abismo abaixo. Mesmo assim quis abrir a boca, mas a voz ficou embargada. Eu não podia fazer outra coisa, a não ser rezar. Já rezei muito na vida. Mas esta oração foi diferente de todas as outras. Foi curta. Foi angustiada. Foi quase em tom de desafio:
  2. — Depressa, meu Deus!... Só o Senhor pode salvá-la! Nesse momento apareceu ali um passarinho que pousou sobre uma flor, diante da menina, como para atrair sua atenção. Ele conseguiu. Depois foi voando, de flor em flor, em sentido contrário ao abismo. A menina esqueceu as flores e seguiu a avezinha, o que a colocou fora do perigo fatal. Neste acontecimento eu apalpei com as mãos a força da oração.
  3. > > Palavra de Deus:Por que muitas vezes nossas orações não são ouvidas? Falta confiança? Falta concentração?
 

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