337 - O PEDIDO DO MENDIGO
Ter, 24 de Outubro de 2017 00:42

No dia do Ano Novo, quando eu caminhava despreocupado pela estrada, um pobre estendeu-me a mão. Seu estado físico era lamentável. Macilento, andrajoso, carente de tudo.Procurei alguma coisa nos bolsos. Não encontrei nem dinheiro, nem relógio, nem lenço. Eu tinha saído para andar um pouco e sentir o perfume da manhã, e por isso não trazia nada.As mãos emagrecidas do mendigo continuavam estendidas. Confuso, peguei naquelas mãos sujas e mal cuidadas e desejei a ele um Bom Ano, dizendo ainda:- Desculpe, meu irmão. Não tenho nada agora./Ele sorriu-me, mostrando os tocos de dente que lhe restavam e disse:- Estou contente assim mesmo. Esse aperto de mão valeu mais que uma esmola. Foi um presente./Eu senti que havia recebido também um presente do pobre ancião naquele primeiro dia do ano.

> Para refletir: Se fizer um favor ou boa obra, faça-o com amor e com o semblante alegre.

 

 

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