343 - O CHARLATÃO E OS ROCEIROS
Seg, 30 de Outubro de 2017 01:52
  1.  Certa vez apareceu um vendedor ambulante na praça de uma cidade do interior. O povo, que estava saindo da missa, rodeou o homem para ver que produtos estava oferecendo. Ele gritava demagogicamente, mostrando um pacotinho:  Olhem aqui, meus amigos. Estou oferecendo um remédio infalível contra coice de burro ou chifrada de boi bravo. Dentro de cada pacotinho há uma oração forte. O pacotinho custa cinco reais. Quem levar dois, paga oito. Quem levar três, paga apenas dez reais.
  2. Os roceiros se interessaram, pois viviam às voltas com animais xucros ou perigosos. Queriam experimentar o tão propalado remédio infalível. A todos que compravam, o charlatão recomendava: Só devem abrir o embrulho quando chegarem às suas casas. Se abrirem antes, o remédio perde a força.
  3. Muita gente comprou. Voltaram para casa, ansiosos por abrir o pacotinho. Quando abriram, o que havia dentro? Cinco metros de barbante e o seguinte bilhete: "Para livrar-se de coices de burro bravo, basta ficar longe dele, numa distância igual ao comprimento deste barbante".
  4. Decepcionados e indignados com o abuso da sua simplicidade, os roceiros voltaram apressadamente até a praça a fim de dar uma surra no charlatão. A essas alturas ele já estava bem longe. Fora iludir outros crédulos em outras bandas.
  5. > Para refletir: Em todos os ramos do comércio existem os aproveitadores da simplicidade e da ingenuidade do povo. Cuidado com eles!
  6. > Palavra de Deus: Eu vos envio como ovelhas entre os lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes e simples como as pombas (Mt 10,16).

 

 

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