377 - CERCADO DE SERPENTES
Seg, 04 de Dezembro de 2017 15:04

 No porto de Maracaíbo (Venezuela), um homem negro subiu sorrateiramente a bordo do navio e escondeu-se no porão. Queria viajar como passageiro clandestino para a sua terra.No porão onde o negro se escondeu, havia um carregamento de serpentes que estavam sendo transportadas para o Instituto Butantã, em São Paulo.Eram centenas de cascavéis e outras cobras venenosas, fechadas em grandes cestos. Em outro canto havia caixas com ratos, sapos, coelhos para alimentar as cobras.Lá pelas tantas um oficial da tripulação percebeu surdo rumor no porão. Chamou alguns companheiros, abriu cuidadosamente a tampa e, com auxílio de uma lanterna, iluminou o interior do porão.O que viu? Alguns cestos estavam abertos. As cobras tinham escapado e se arrastavam para cá e para lá. Um homem estava assentado em cima de uma caixa, imóvel e rijo, cercado por elas.Que acontecera? Aquele homem pensou que os cestos estavam cheios de bananas. Para matar a fome, abriu alguns deles. Dentro havia serpentes venenosas de toda a espécie. Elas passeavam nos seus pés, e em todo o seu corpo. Não fora picado porque, paralisado pelo terror, permanecera quieto e imóvel. O marinheiro jogou para baixo uma corda com gancho, que se enroscou em seus braços. Foi puxado lentamente para não irritar as cobras. O susto que o deixou paralisado como foi sua salvação.

> Para refletir: — O inferno existe. É pior que um ninho de serpentes. Deus lá não está.— Quantas serpentes em forma de gente nos apertam e sufocam.

 

 

 

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