510. HUMOR NO MOMENTO DA MORTE
Seg, 26 de Fevereiro de 2018 15:58

A Inglaterra tem dois santos que se assemelham muito, tanto nas atitudes firmes em defesa da Fé, como no temperamento alegre. Ambos foram chanceleres do rei Henrique VIII e enfrentaram seus desmandos. Ambos defenderam a justiça e morreram mártires. Ambos souberam conservar o bom humor nos momentos mais dolorosos. Ambos foram decapitados no mesmo mês e ano, com apenas quinze dias de diferença.Chamavam-se João Fischer e Tomás Moro (+1535). Já falamos deles há poucos dias. Destaquemos apenas sua veia humorística nos dois fatos seguintes:

Quero sossego:João Fischer estava preso na torre de Londres. Fora condenado a morrer enforcado e a ser esquartejado após a morte. Na madrugada do dia da execução vieram comunicar-lhe a sentença. Ele ouviu atento e respondeu calmamente:— Obrigado. Mas, a que hora deve ser cumprida a sentença?— Hoje às 9 horas da manhã.— Que horas temos agora?— São 5 horas da manhã. - — Está bem. Nesse caso tenham a bondade de deixar-me em paz. Quero dormir um pouco, pois esta noite quase não dormi por causa dos ratos e insetos.Repousou cerca de duas horas e preparou-se espiritualmente para o momento fatal. — Quem de nós conseguiria dormir numa circunstância dessas?...

Livrai-nos, Senhor! Tomás More devia ser enforcado e esquartejado. Também a ele deram a "graça" de ser degolado. Quando ouviu a comutação da sentença, disse, bem humorado e muito irônico: Que Deus livre meus amigos de tal "graça".No momento da execução, tirou a barba de lado (que era comprida e bem cuidada) e falou para o carrasco:— Cuidado com minha barba. Ela não cometeu crime algum!

 

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