518. O SANTO FOI TIDO POR LADRÃO
Qua, 07 de Março de 2018 05:40

Santo Afonso não cuidava muito do seu visual. A batina era surrada e cheia de remendos. A barba era feita com tesoura e às pressas, para não perder tempo. Esse pouco caso pela aparência externa foi causa de cenas desagradáveis que ele enfrentou com espírito esportivo.Na sala de espera do palácio episcopal de Cerreto (Itália) existe até hoje uma placa de mármore com a seguinte inscrição em latim: "Afonso Maria de Ligório estava nesta sala aguardando uma audiência com o bispo, quando foi tratado com negligência e pouco caso pelo empregado que varria a casa, pois não o conhecia. Descoberto o engano, pediu desculpas".O caso ocorreu em 1756. P. Afonso apresentou-se ao empregado, dizendo que gostaria de falar com o senhor bispo. O homem estava varrendo a sala de espera, e nem ligou. Afonso esperou pacientemente. Repetiu o pedido. Tudo inútil. O sujeito continuou varrendo. Ao chegar com a vassoura onde o santo estava assentado, disse com grosseria: "Saia daí! Não vê que está atrapalhando?"Só depois que acabou de varrer, dignou-se avisar o bispo que um tal P. Afonso Maria de Ligório queria falar com ele. Ouvindo este nome (os Ligórios eram da alta nobreza), aprontou-se depressa e foi recebê-lo com grande efusão de alegria. O empregado, que o tratara pior do que a um mendigo, procurou se esconder, temendo ser castigado. Depois pediu perdão. Afonso riu gostosamente e ficaram amigos. Pascoal (até o nome ficou na história) não se cansava de proclamar as virtudes e a humildade de Afonso...

 

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