522. JÁ ESTÁ EM BOAS MÃOS
Dom, 11 de Março de 2018 04:28

São José Bento  Cottolengo fundou a "Pequena Casa da Providência", destinada a acolher toda a espécie de doentes. Já estava com 600 abrigados, mas ninguém sabia como o padre conseguia manter tanta gente.Um dia o rei Carlos Alberto mandou seu Ministro Conde de Escarena fazer uma sondagem. Teve início o seguinte diálogo que ficou na história:

— P. Cottolengo, o senhor é o diretor da Piccola Casa?— Não sou diretor, mas simples auxiliar da Divina Providência. É Deus quem governa esta casa.— Sim! Mas com que recursos o senhor mantém esta instituição?— Com os recursos que a Divina Providência me manda.— Mas... para sustentar tantas pessoas, é preciso alguma reserva. É uma questão não só de providência, mas de previdência. Se um dia...— E o senhor acha que faltam fundos e reservas para a Divina Providência?— Respeito sua maneira de pensar. Mas o governo tem obrigação de acompanhar essa obra. O senhor não está arriscando demais?— Espero que o senhor Ministro não nos culpe porque vivemos às custas da Divina Providência.— Senhor Cônego, reflita comigo: Se um dia sua empresa falisse, o governo teria de assumir o sustento de centenas e centenas de enfermos e desamparados.— Nunca ouvi dizer que falisse uma obra da Divina Providência. Não fomos jamais algum peso para o governo. Nunca lhe pedimos algum favor. Porque esta obra está em boas mãos.#

Lição: Foi um diálogo em níveis diferentes. O santo dizia confiar em Deus. O Ministro preferia apoiar-se no dinheiro. Por isso os dois não se entenderam.Uma coisa é certa. Hoje a "Pequena Casa" tem mais de dez mil internados. Quem cuida, até hoje, é a Divina Providência.São José Bento Cottolengo (1786-1842) — Foi o pronto socorro de pobres e doentes de toda a espécie.

 

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