525. O BARRO É POUCO
Ter, 13 de Março de 2018 02:03

Dom Oto estava a caminho de uma aldeia, onde iria administrar o sacramento da Crisma. Era ainda no tempo dos carros de tração animal. Quando chegou a uma ladeira íngreme, achou bom descer do carro a fim de aliviar o peso para o cavalo.Caminhando a pé, viu à beira da estrada um menino que guardava um rebanho de vacas. Para se entreter, ocupava-se em modelar bonequinhos de barro. Dom Oto perguntou curioso:— Olá, menino, o que está fazendo?— Figurinhas de barro.— Estão bonitas. Explique-me o que representam.— Este homem comprido e magro é nosso professor. Este outro, baixo e gordinho, é nosso catequista...— Muito bem. Você sabe quem sou eu? - O garoto encarou o bispo que era bem gordo e respondeu:— Ah! já sei. O senhor é o bispo.— Acertou. Sou o bispo que vai visitar a aldeia. Gostei da sua arte. Você é capaz de fazer um homenzinho que nem eu? O menino tornou a encarar o volumoso bispo de alto a baixo, e respondeu:— Não dá, não. O barro é pouco. - O bispo riu-se à vontade da saída espirituosa do menino.

Lição: Como é bom levar na esportiva as brincadeiras que os outros fazem às nossas custas.

 

 

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